A Comissão Executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) vai propor sábado, em assembleia geral extraordinária, medidas que possibilitem acolher o Boavista na I Liga em 2013/14, conforme recente acórdão do Conselho de Justiça (CJ) federativo.
O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Mário Figueiredo, culpou hoje a Federação Portuguesa de Futebol pela prescrição da decisão de descida de divisão do Boavista.
O Boavista “está tranquilo” no que concerne aos alertas da FIFA sobre eventuais punições por recurso aos tribunais civis, na medida em que “as recentes decisões foram tomadas pela justiça desportiva”, disse à Lusa fonte do clube.
O ex-futebolista Fernando Mendes considerou hoje justo um possível regresso do Boavista à I Liga, depois de o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ter dado provimento a um recurso do Boavista sobre a descida de divisão.
O Boavista exige ser compensado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ''na área desportiva e na área patrimonial'', devido aos ''erros'' de que foi vítima, anunciou hoje o presidente do clube, João Loureiro.
João Rodrigues, ex-membro da Comissão de Disciplina da FIFA, disse hoje recear “consequências negativas para o futebol português” se o “caso Boavista” for comunicado à instância que tutela a modalidade a nível mundial.
O professor de Direito do Desporto José Manuel Meirim disse hoje que a revogação dos processos disciplinares que ditaram a descida de divisão do Boavista confere o direito de o clube ser reintegrado na I Liga portuguesa de futebol.
O antigo presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol António Gonçalves Pereira defendeu que o Boavista terá de ser indemnizado, uma vez que desceu de divisão sem que tenha existido qualquer sanção válida.
O presidente do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) explicou hoje que, quando o processo que ditou a descida de divisão do Boavista terminou, ''há muito'' que o prazo de prescrição se tinha esgotado.
O Conselho de Justiça da FPF decidiu hoje dar provimento ao recurso do Boavista, com fundamento na prescrição do procedimento disciplinar que ditou a descida de divisão do clube.
O Boavista anunciou que vai ''recorrer novamente para o Tribunal da Relação'' da decisão da 4.ª Vara Criminal do Porto de manter a condenação de João Loureiro a dois anos de prisão, com pena suspensa de por cinco anos.
O Tribunal de São João Novo, no Porto, manteve hoje a pena que havia a aplicado ao presidente do Boavista João Loureiro há dois anos (7 de fevereiro de 2011), tendo assim recusado o recurso do dirigente desportivo.
O presidente do Boavista afirma esperar que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tenha ''a honradez e a elevação de reconhecer os graves erros'' dos anteriores corpos sociais, realçando, ainda que ''o plantel tem recebido atempadamente os seus salários''.
A Boavista Futebol SAD reagiu hoje a notícias recentes de que pode mesmo ser ''irreversível'' a sua despromoção, e revela que vai responder de forma ''intransigente e firme'' em defesa dos seus ''direitos legítimos''.
Um acórdão de 2009 do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a que a Lusa teve acesso, pode tornar irreversível a descida de divisão do Boavista e inutilizar uma eventual reapreciação dos processos decididos em 2008.
João Loureiro tomou hoje posse como presidente do Boavista, numa cerimónia efetuada no Estádio do Bessa, no Porto, e disse que o clube ''há de ser compensado por todo o mal que lhe foi feito''.
João Loureiro, eleito hoje novo presidente do Boavista, disse que o maior título que pretende conquistar é o de recuperar aquela instituição centenária, em declarações prestadas poucos momentos depois do ato eleitoral.
João Loureiro regressa ao futebol e ao “seu” Boavista cinco anos após ter deixado os “axadrezados”, que na sua presidência conquistaram os maiores êxitos desportivos, antes de serem punidos e relegados para os escalões secundários, pela sua ação.