
Jogar “sem medo” e “com personalidade” é a fórmula que os brasileiros Hulk e Helton defendem para o FC Porto surpreender e vencer o FC Barcelona, sexta-feira, na Supertaça Europeia, no Mónaco.
“Não devemos ter medo. Não há motivação maior do que chegar a uma final destas e defrontar a melhor equipa do momento, o FC Barcelona. Para mim é quem apresenta melhor futebol. Não há como não estar motivado. Trabalhamos bem. Estamos motivados para fazer um grande jogo e sair daqui com este título”, vincou Hulk.
O “capitão” Helton alinha igualmente por uma atitude positiva: “Devemos ter personalidade, uma vez que não há só uma equipa a jogar. As oportunidades dão dadas. Foi assim que chegámos aqui. Vamos continuar com personalidade, humildade e tentar fazer o melhor dentro de campo”.
“Vamos procurar jogar da nossa forma. Sabemos que temos de respeitar o adversário e a sua capacidade, mas é uma final. Há muita vontade de ambas as partes. Infelizmente, só uma pode vencer. Teremos de trabalhar da melhor forma, para ver se conseguimos o nosso objetivo”, acrescentou.
Hulk poderá ter a vida menos complicada com as ausências dos centrais Puyol e Piqué, mas o avançado desconfia de alegadas facilidades, lembrando que o campeão da Europa “tem várias soluções”.
“O FC Barcelona consegue os resultados positivos através do coletivo, de grandes jogadores. No segundo jogo da final (Supertaça de Espanha), com o Real Madrid, o Mascherano jogou no lugar do Puyol e a equipa jogou igual. Quem entrar, vai estar bem”, defendeu.
Mesmo frente à equipa que melhor guarda a bola, o internacional Brasileiro quer que o FC Porto assuma esse papel, que também lhe é habitual, confiando na capacidade da equipa para o fazer.
Apesar das notícias sucessivas de saídas do plantel, o “incrível” garante: “Todos estão concentrados em fazer o melhor em prol da equipa. Queremos terminar o jogo conscientes de que se fez o melhor para conseguiu o título”, disse, assumindo não querer saber do mercado.
Sobre o mesmo tempo, Helton diz que aos futebolistas cabe apenas “trabalhar” e esperar que a direção decida “o que é melhor para o clube”.