
Declarações de Bruno Lage, treinador do Benfica, após a vitória frente ao jogo Gil Vicente, em jogo da 24.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio Cidade de Barcelos.
“Foi um jogo onde nunca nos encontrámos. Nunca estivemos bem. Perdemos e perdemos bem. O Benfica foi claramente superior. Na primeira parte, com e sem bola, fomos pouco agressivos, pouco intensos. Tivemos pouca ‘alma’. Não acertámos o ‘timing’ da pressão e não tivemos bola. Na segunda parte, melhorámos um pouco, mas o Benfica recuou. Jogámos com mais coragem, mas foi um mau jogo da nossa parte. Temos de o assumir.
Enquanto não quebrarmos este ciclo [de nove jogos oficiais sem vencer], é sempre mais difícil quando, a meio do jogo, a equipa fica refém dos erros técnicos e fica frustrada no decorrer do jogo. Não é por falta de vontade ou por falta de trabalho. A equipa está insegura com bola. Depois de uma vitória, tudo se pode alterar.
Há qualidade, mas está difícil quebrar este ciclo. Temos de olhar para este jogo como uma aprendizagem. É impossível competir com uma equipa como o Benfica, quando eles têm 16 faltas e nós nove. Temos de ser agressivos. O responsável sou eu. Estou cá para dar ‘a cara’. Temos de acreditar no nosso processo.
Nos últimos dois jogos, o Fujimoto [hoje suplente] não esteve tão bem como queríamos. Sabíamos que hoje não iríamos ter tanta bola, e ele é um jogador mais forte ofensivamente do que defensivamente. Ele dá critério. Quando a equipa teve mais bola na segunda parte, lançámo-lo para chegar mais à frente. Queríamos mais agressividade na segunda parte e ele não a tem tanto. Entrou bem em jogo. Até lá, a equipa nunca se encontrou.
Estou cá para tomar decisões. Sabíamos que o Benfica nos iria criar muitos problemas defensivos. Esperávamos ter alguns amarelos. O Rúben Fernandes estava no limite dos cartões amarelos [e ficou no banco de suplentes]. O jogo com o Boavista é crucial para nós. Foi uma decisão minha, com responsabilidade minha.”.